(Foto: Divulgação/BBC)

Depois que a marca Burberry admitiu ter queimado R$ 141 milhões de produtos entre roupas, perfumes e acessórios comecei a me perguntar, de que adianta ter um valor monetário tão alto se seus valores humanos não passam do chão?

Seria apenas ruim se essa não fosse uma prática extremamente comum entre as grifes de renome, que priorizam incinerar produtos ao invés de dar um destino mais útil para eles, com medo de a marca perder o valor de mercado.

É uma discussão complicada, claramente as marcas e grifes possuem uma aura de valor construída em cima de ações de marketing, preços mirabolantes e um grupo de uso muito específico. Claramente essa é a moeda de troca delas, que faz o valor construído em cima de um nome ser tão alto. No entanto submeter isso a um mal que destrói o meio ambiente e ainda tira a possibilidade de peças em perfeito estado serem usadas enquanto muitos não tem nem o que comer, que dirá vestir, é muito doloroso.

A marca anunciou até que “ o gás carbônico emitido com a queima dos produtos foi compensado, tornando a ação ‘ambientalmente sustentável’ ”. Em primeiro lugar é óbvio que o que foi jogado no ar não se pode mais recuperar, e o que foi usado de matéria prima para construir as peças jamais será reposto, e ainda que isso fosse ‘’sustentável” é completamente anti social, contra o ser humano, e sua inteligência.

Nos resta esperar profundamente que as marcas de luxo parem de pensar que o único valor que devem construir seja sobre sua marca e priorizem o valor humano a todos que usam, produzem e tem necessidades ao seu redor.

Autor

Jornalista apaixonada por moda e youtuber nas horas vagas.

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