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novembro 2018

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Trazemos aqui umas dicas da MODA MASCULINA. Temos que quebrar tabus de que homens só têm que se vestir de forma básica e deixar que ousem, sem julgamentos.
É possível sim sair do convencional e trazer mais estilo para os looks do dia a dia. Então segue abaixo 5 dicas de estilo para os homens:
1° DICA: colocar ‘coisas’ na cabeça, coloque chapéus, existem vários tipos de chapéus que você pode escolher. Se não gostar muito de chapéus pode usar gorros, bonés, bandanas. Deixam o look diferente e cheio de estilo.
2° DICA: ouse nos acessórios, use pulseiras, colares, óculos, anéis, etc. Não tenha preconceito em comprar os acessórios.
3° DICA: dobrar as barras, vale dobrar a barra da calça, da camiseta. Esse truque faz a diferença no look.
4° DICA: ousar nas cores, começar a usar outras cores além das que você está habituado, não se prenda em apenas algumas cores, algo padrão, experimente usar cores que você nunca usou. Só os acessórios ou o calçado de uma cor diferente já chamarão a atenção.
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5° DICA: abuse nas estampas, pode usar todas as estampas mesmo, veja qual mais combina com você e que você se sinta bem. Se não está acostumado, pode começar com estampas menores, mais simples, como xadrez.
Permita-se a experimentar coisas novas, não ligue para o que os outros pensam. Se você se sente bem é isso que importa.

Infelizmente o trabalho escravo ainda ocorre e muito. E não é algo distante, estamos falando do Brasil mesmo, de trabalho escravo contemporâneo na indústria da moda.
Recentemente, participamos de uma ação do Ministério Público do Trabalho, em São Paulo, o evento ‘Não Somos Escravos da Moda‘ que discutia o que é realmente esse trabalho escravo contemporâneo. Então resolvemos trazer alguns exemplos, pois não é somente a restrição de liberdade.
Uma das coisas que constitui o trabalho escravo contemporâneo é a SERVIDÃO POR DÍVIDAS. Consiste na pessoa que antes de trabalhar, já deve para o patrão e trabalha para conter essa dívida. E muitas vezes nunca vai conseguir pagá-la.
RETENÇÃO DE DOCUMENTOS, o patrão fica com o documento das pessoas que muitas vezes são de outros países, não podem procurar novos trabalhos e nem voltar ao país de origem.
Mas ainda tem a RETENÇÃO DE LIBERDADE, onde as pessoas são presas e mantidas presas.
Também tem a JORNADA EXAUSTIVA, que consiste na pessoa não ter tempo de se recuperar e ter que trabalhar de uma forma totalmente cansativa. Na maioria das vezes é por trabalho braçal.
E ainda tem CONDIÇÕES DEGRADANTES de trabalho, quando a pessoa não tem higiene no local, não come direito, às vezes não tem nem água potável.
Muitas vezes também o ambiente de trabalho é precário, falta alimentos, condições básicas de sobrevivência, com muita violência ocasionada pelos patrões.
Por isso é tão importante que você pesquise as marcas no Google para ver se já teve alguma denúncia, se o ministério de trabalho já fez alguma investigação, visita o site da marca, etc.
Atualmente tem a tecnologia de BLOCKCHAIN, é uma tecnologia que você consegue analisar todo o processo de como a sua roupa surgiu até chegar em suas mãos, mas ainda está sendo implantada no Brasil.
3 PASSOS PARA NÃO CONSUMIR MARCAS DO TRABALHO ESCRAVO:
1: pode optar pelo consumo consciente e não consumir loucamente.
2: pesquisar sobre as marcas. O app “MODA LIVRE“ rastreia as marcas que tem trabalho escravo que existe nas marcas, pode também pesquisar no site do ministério público do trabalho www.mpt.gov.br/, lá tem muitas informações sobre as denúncias e também pelo Google só para você ter uma ideia. Também pode dar uma olhada no ÍNDICE DE TRANSPARÊNCIA DE MODA NO BRASIL que foi feito pelo Fashion Revolution que eles mostraram o índice de transparência das marcas.
3: Explore outros modos de comprar roupas por brechós, bazares, procurar por marcas sustentáveis, produtores locais, feirinhas.
As empresas têm imensa responsabilidade, mas a consciência na hora de comprar é sua. Faça sua parte!

Roupa guardada no armário é dinheiro parado. Pegue as roupas que você tem sem usar no guarda-roupa e segue as dicas para você ganhar dinheiro.
Primeiro de tudo, você faz aquela limpa, pega tudo que não usa mais e que não tem nada a ver com seu estilo, sem dó. DESAPEGA!

Grupos de redes sociais

A primeira maneira de vender suas roupas é pelos grupos do Facebook. Com certeza na sua cidade tem vários grupos de desapego em que as pessoas vendem suas coisas. É uma maneira rápida e fácil de você conseguir ganhar um dinheirinho.

Sites e apps

Próxima dica é usar aplicativos e sites que já são com esse intuito, onde tudo é mais fácil para você anunciar seus produtos. Alguns são:

Brechós

Outra dica é você pegar suas roupas, pegar as melhores peças que você não usa mais e levar para vender em um brechó  Talvez ganhe menos do que vender para o comprador final, mas dependendo da quantidade de peças que você levar, o retorno vale a pena. Também pode optar por trocar suas peças, alguns brechós dão essa oportunidade.

Bazar com amigas

Uma dica muito interessante é você fazer um bazar com suas amigas, cada uma juntar uma sacholada de roupas que não usam mais, fazer uma listinha com os preços e com o que contém na sacola e se encontrarem em algum lugar para trocar as peças.

Eventos de vendas e trocas

Pode também ir em eventos que tem o intuito de vender roupas. Muitas vezes juntam várias pessoas que querem desapegar e fazem suas vendas e trocas. Sempre bom entrar em contato com as pessoas que organizam o evento para você ficar bem informado.

DICA BÔNUS

Saiba vender o seu produto, sempre tirar boas fotos, mande nos grupos que você tem. Sempre mantenha as peças lavadas e em bom estado, coloque-se no lugar da outra pessoa. Isso faz toda diferença.

Não tem desculpa: ROUPA PARADA NO GUARDA ROUPA É DINHEIRO PARADO! Tem roupa que não usa mais e precisa de dinheiro?  Então aproveite e venda suas roupas. Faça as roupas circularem, é bom pro meio ambiente, além de dar uma ajuda no seu bolso.

Aproveitando que ainda estamos na Primavera, trouxemos algumas tendências que você pode se inspirar para montar seus looks. Não significa que você tem que comprar roupas novas! Pode usar o que já tem em casa.

WRAP DRESS/WRAP BLOUSE

Para o primeiro look, a Mafer escolheu um shorts preto cintura alta, uma wrap blause (são blusas amarradas, como se fosse um embrulho), que, inclusive, foi da tia dela.

TONS PASTEL

Pode optar também por usar tons pastel nas roupas pois traz uma leveza e tem tudo a ver com a primavera. Nicoly pegou um all-star cinza, uma calça rosa pastel cintura alta com uma camiseta cinza. Para completar o look, amarrou um lenço na cabeça e usou um óculos.

OMBROS ESTRUTURADOS

Próximo look, Mafer escolheu uma blusa, mas que usou como vestido. A blusa tem ombros estruturados que estão bem em alta na primavera, trazendo uma referência vintage. Também vale ressaltar a transparência da peça.

LAÇO

Mais uma tendência é o laço, ele está presente em várias peças. Nicoly usou um lenço e amarrou-o em forma de laço usando como um top. Completando o look com uma calça florida e um casaco solto.
No vídeo acima foram mostradas algumas tendências que estão em alta no momento e você pode usá-las de maneira fácil e barata sem gastar muito, aproveitando as peças que tem em casa

Durante os dias 21 e 23 de outubro participamos de um encontro promovido pelo Ministério Público do Trabalho que reuniu pessoas refugiadas, artistas, juristas e promotores para conversar sobre o tema do Trabalho Escravo. Além das mesas de conversa superenriquecedoras a ação #NãoSomosEscravosdaModa contava com uma exposição interativa que mostrava para os passantes da Avenida Paulista como é o ambiente de trabalho escravo.

Péssimas condições de higiene, iluminação e ventilação, pouco tempo para descanso. Essas situações eram representadas por dois atores que ficavam em uma área que simulava uma oficina clandestina. Já do outro lado frases de relatos reais de pessoas que passaram por essa situação. “Comi comida estragada”, “O patrão ameaçava com um revólver”, “Eu apanhei do dono da oficina”, eram algumas delas.

O trabalho escravo hoje se configura de uma maneira diferente do que era nos primórdios da colonização, nem sempre o funcionário é mantido em restrição de liberdade, mas passa por outras situações que promovem o cerceamento de seus direitos. Como por exemplo a retenção de documentos, na situação o chefe fica com os documentos trabalhistas ou de migração em caso de trabalhadores estrangeiros, servidão por dívida, quando a vinda do estrangeiro para o Brasil já significa uma dívida que ele tem com o patrão e esse pagamento nunca se concretiza pois o que recebe produzindo é sempre menor, e ainda jornada exaustiva, em que o trabalhador não consegue se recuperar do esforço físico e repetitivo que a função o coloca dentre outras condições degradantes.

Reconhecemos nosso papel como consumidores entendemos que fazemos parte da cadeia que financia esse tipo de trabalho. Para além do dever do poder público em impedir que essa situação aconteça está nossa responsabilidade em investigar quais marcas consumimos e se elas têm indícios de serem complacentes com esse tipo de realidade descartar qualquer possibilidade de compra destas marca. E as ações para que isso seja permanente são simples e claras:

O primeiro passo para eliminar as compras de marcas que podem ter envolvimento com trabalho escravo é diminuir radicalmente o volume de consumo. Nós realmente precisamos de tudo que compramos?

Fazendo essa reflexão e diminuímos o consumo e quebramos com a lógica do mercado, que vende roupas extremamente baratas para que as pessoas comprem muitas peças. O que muda, já que ao invés de comprar várias peças por um valor muito baixo compramos poucos itens, que até podem ser um pouco mais caros, mas têm uma durabilidade maior e um processo produtivo mais justo.

Se aliarmos a isso o estudo de nosso estilo e das tendências do mundo da moda as compras serão muito mais assertivas e as roupas muito mais usadas. Já parou para pensar que se uma peça é muito barata provavelmente a pessoa que tem o papel mais singelo na cadeia produtiva não está sendo remunerada corretamente?

O segundo passo para não compactuar com o trabalho escravo no mundo da moda é pesquisar sobre as marcas antes de comprar. Uma das maneiras pode ser apenas verificar nos sites do Ministério Público se a marca tem alguma denúncia. Um simples Google já pode ajudar a identificar isso.

Alguns aplicativos também podem auxiliar nessa busca de informação como o app Moda Livre, criado pelo site Repórter Brasil, que identifica 119 marcas e grifes com os sinais vermelho, amarelo e verde para mostrar o grau de responsabilidade de cada uma. As informações são colhidas com o envio de questionários às empresas que respondem às perguntas a respeito das condições de trabalho dos seus funcionários e fornecedores da cadeia produtiva. O aplicativo também usa como base pesquisas com órgãos competentes a respeito de investigações das marcas avaliadas.

Também vale sempre dar uma olhada nos sites das marcas antes de comprar para conferir se eles divulgam sua lista de fornecedores, e se tem políticas de monitoramento e combate ao trabalho escravo. Vale até checar os relatórios de sustentabilidade se o interesse for mais profundo. O grande empecilho do trabalho de fiscalização é que a maioria das empresas têm serviços terceirizados por oficinas que nem sempre recebem as visitas dos compradores. Por isso é importante que as empresas se mantenham atualizadas das condições contratadas e compartilhem essas informações com os clientes por meio de transparência em seus veículos de comunicação.

O terceiro passo é explorar alternativas de consumo que tenham a garantia de não ter envolvimento nenhum com o trabalho escravo. Isso fica mais fácil quando substituímos a compra de grandes marcas por comerciantes locais e produtores independentes. As alternativas de consumo são várias desde consumir roupas de artesãos locais, comprar em feiras, ou até pessoas da família a fim de incentivar o microempreendeorismo da sua cidade até buscar marcas na internet engajadas na produção sustentável, que levam em consideração toda a questão ambiental em torno da produção e fazem uma gestão responsável dos resíduos gerados.

É possível ainda consumir de segunda mão, comprar roupas em bazares ou brechós, auxiliando a economia local de pequenos comerciantes ou instituições beneficentes, bem como trocar peças sem uso com roupas de outras pessoas, em eventos de troca ou entre amigos e familiares. Tem jeito, o que não dá mais é pra continuar consumindo de marcas que fomentam condições degradantes de trabalho escravo e fingir que nada tem a ver com isso.