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Maria Fernanda

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A transmissão online de 18 a 28 de novembro através do site
brasilecofashion.com.br/week inclui o lançamento de uma plataforma para exibição de marcas e produtos do Mercado Eco.

Evento de moda, inovação e sustentabilidade terá 10 dias de programação gratuita com 33 painéis de conversa, 13 workshops e 18 desfiles. Com o tema “Conectar para regenerar: Moda e Planeta”, a 4a edição do Brasil Eco Fashion Week acontecerá no formato online, mantendo o propósito do evento em criar um ambiente para gerar negócios, oferecer conteúdo especializado, e fomentar boas práticas de responsabilidade social, ambiental e cultural na indústria da Moda.

Debates para o impacto positivo

A professora Kate Fletcher, do Centre for Sustainable Fashion da University of the
Arts London é um dos destaques da edição. Com estudos que têm como base unir
os princípios da natureza, cultura e design, a britânica é a pesquisadora mais
citada no campo da moda e sustentabilidade, com 9 livros que escreveu/editou
publicados, e mais de 70 publicações acadêmicas.

Além do painel “A Moda dentro dos limites da Terra”, em que estará em conversa
com a professora do Re-lab Espm, consultora, escritora e referência em moda e
sustentabilidade, Lilyan Berlim, Kate oferecerá o workshop “Explorando o plano
Earth Logic”, sobre seu mais recente material, feito em coautoria com a professora
sueca Mathilda Tham, da Linnaeus University, que também irá ministrar a
atividade.
Kate comentou sua participação no evento: “Estou emocionada por fazer parte
deste evento, o Brasil é um lugar de grande abundância – nas pessoas, nos

ecossistemas, no setor de moda – acrescente a isso novas histórias de mudança
para a sustentabilidade, e há um potencial incrível!”
Entre outros convidados internacionais, o designer e coordenador do projeto
americano Agraloop, Ricardo Garay, irá apresentar no painel “Moda regenerativa:
Cooperação entre Indústrias da Moda e Alimentação”, o inovador sistema de
biorefinaria que transforma resíduos agrícolas em fios e tecidos para a indústria da
moda.
Diretamente da Índia, a pesquisadora e fundadora da Malai, Zuzana Gombosova,
irá falar no painel “A Evolução dos Biomateriais na Moda”, sobre sua celulose
bacteriana, desenvolvida com água de coco residual e fibra de banana. Com ela
também estará Greg Stillman, diretor de negócios da Natural Fiber Welding, que
criou o biomaterial Mirum – ambos com fórmula 100% biobased – isenta de
ingredientes sintéticos- , um diferencial almejado nesse novo mercado.
Ainda sobre fibras e materiais, haverá a participação da consultora austríaca da
associação global Textile Exchange, Simone Seisl, junto ao diretor técnico da
Lenzing, Gilberto Campanati, em um painel focado em discutir impactos e
certificações para a viscose, além de palestra de Adriana Gregolin, coordenadora
regional do projeto +Algodão da FAO-ONU do Chile.
O evento dedicará o dia 20 de novembro, feriado que homenageia a Consciência
Negra, às pautas sobre diversidade racial. Nesse dia será lançado o coletivo
VAMO: Vetor Afro-Indígena na Moda, com dois painéis de conversa voltados à
iniciativa.
Plataforma para exibição e rastreabilidade de marcas
A exibição de produtos do Mercado Eco (espaço para venda de vestuário e
acessórios de slow fashion) será feita por meio de uma plataforma, conectando
marcas com atributos de sustentabilidade e consumidores. “Esta inovação vai
trazer oportunidade para as marcas colocarem a transparência em prática”, afirma
Rafael Morais, diretor executivo da Brasil Eco Fashion, realizadora do evento.
Além da visualização dos produtos de cerca de 60 marcas aprovadas pela

curadoria do evento, a plataforma oferece a possibilidade das marcas
descreverem insumos utilizados e processos, identificando origem, fornecedores e
custos.
“O sistema poderá ser acessado pelo smartphone ou site do evento, e para as
marcas que informaram seus detalhes, será gerado um QRcode com criptografia
em blockchain. Mesmo que haja a alteração em alguma etapa produtiva no
futuro, o histórico continuará registrado”. A solução será apresentada como uma
prestação de serviço que ajudará a criar relacionamentos mais profundos entre
marcas conectadas ao evento, e seus clientes.
Entre as marcas que exibirão seus produtos estão Insecta Shoes, Brisa Slow
Fashion, Contextura, Demodê, Da Tribu, Helena Pontes, Dona Rufina e Satya
Beachwear, trazendo diversidade de produtos, elaborados em processos
produtivos com práticas de responsabilidade que integram todas as etapas.

Desfiles com marcas de todas as Regiões do Brasil
Entre as marcas selecionadas para desfilar este ano, a cearense Catarina Mina,
fará sua estréia na passarela com uma coleção de roupas com renda de bilro,
desenvolvida em um projeto com 120 artesãs do Ceará. A empresa sempre esteve
presente no Mercado Eco do evento, com bolsas e acessórios feitos à mão.
Outros destaques são a paraibana Natural Cotton Color, que apresenta
retrospectiva de 15 anos usando o algodão orgânico naturalmente colorido e
destacando sua atualidade a partir do design atemporal, a Nuz Demi Couture, que
traz peças com modelagens múltiplas, produzidas no Rio Grande do Sul, e a
nortista W’e’ena Tikuna Arte Indígena, com grafismos e o tecido vegetal de
Tururi, típicos da cultura do povo Tikuna, local do alto Rio Solimões.
Da região Sudeste, o evento destaca o estilista e alfaiate Leandro Castro, com
moda produzida com tecidos de reuso na periferia de São Paulo, e a Libertées, de
Belo Horizonte, que iniciou como projeto social capacitando mulheres detentas e
estreia no BEFW.

Do Centro-Oeste, a marca brasiliense Flávia Amadeu vai apresentar sua produção
de biojoias feitas em látex natural da Amazônia desenvolvido junto a comunidades
seringueiras locais. Flávia desfila seus acessórios em parceria com a marca Comas
SP, especialista em upcycling.
Entre as demais marcas selecionadas, há também empresas gerenciadas por
cooperativas e/ou arranjos produtivos locais, ou com foco em experimentações
com materiais inovadores e tingimento natural, como a Justa Trama de Porto
Alegre, e Jouer Couture e Manuí de São Paulo.
Workshops ao vivo
A frente de workshops do evento tem se mostrado um pilar cada vez mais
importante, ao oferecer dezenas de atividades sobre temas técnicos e
inspiradores para a transformação na Moda.
As atividades serão realizadas ao vivo, em salas virtuais do Zoom, poderão durar
de 2h a 4h, e os valores variados de inscrição poderão ser consultados a partir do
site brasilecofashion.com.br/week.
No dia 23, será realizado o workshop “Design de Moda com Látex da Amazônia”
pela iniciativa Ethical Fashion Brazil, com estudos de caso de materiais, calçados,
vestuário e jóias feitas de látex da seringueira nativa, em quatro estados brasileiros.
Já no dia 24, a agência especializada em Moda Circular, Regenerate Fashion, vai
ensinar sobre estratégias e ferramentas para a criação de produtos em “ciclos
fechados”, no workshop “Moda circular: Projetando várias vidas para produtos
de moda”. E no dia 25, acontece o workshop “Desafios da Modelagem de Baixo
Resíduo”, com instrutoras do Corte Centesimal, que irão comunicar formas
práticas de gerar menos retalhos e impacto negativo durante na modelagem de
roupas.

O evento conta com patrocinadores e apoiadores como Lojas Renner, Mercado
Livre, Fundação Hering, Audaces, Vert, Covolan, Sebrae, Senai, Senac, Abit,
Abvtex, Abest, Rede Asta, Capitalismo Consciente, entre outros.

A programação pode ser conferida no site, pelo link:
brasilecofashion.com.br/week

Mais destaques:
● O painel “A construção coletiva da Imagem de Moda”, terá a participação
do escritor e consultor em design para sustentabilidade, André Carvalhal,
da especialista em Mercado Plus Size, Dani Rudz, e do fashion designer e
nômade digital, João Paulo Borges. A equipe do festival Trama Afetiva
estará em painel para comentar o três anos do projeto, seguido da exibição
de vídeo comemorativo no IG TV do festival, com apresentação pelo diretor
criativo, Jackson Araújo.
● Painel “Produção tradicional indígena: subsistência e resistência”, com
participação de três marketplaces de produtos tradicionais indígenas,
incluindo o Jirau da Amazônia, gerenciado pela Fundação Amazonas
Sustentável, presença de duas lideranças indígenas para o artesanato, e
mediação por Giovanna Nader.
● O Espaço Fornecer trará painéis com debates críticos sobre os tecidos de Linho, Viscose e Poliéster reciclado. A conversa “Ecopontos e logística
reversa no varejo de Moda”, terá participação de representantes da
Grendene, Insecta Shoes, Puket, e mediação da consultora em moda
circular, Alice Beyer Schuch. O painel “Denim e práticas sustentáveis”, terá mediação da jornalista de moda Lilian Pacce.

Marcas escolhidas passaram por processo de curadoria e representam as cinco regiões do país.

A semana de moda ​Brasil Eco Fashion Week (BEFW) realizará a sua quarta edição no formato online, de 18 a 22 de novembro, com a exibição de desfiles de ​17 marcas​, vindas de todas as regiões do Brasil.

O evento também anuncia que a exibição de produtos do Mercado Eco – espaço de venda para vestuário e acessórios com atributos de sustentabilidade – será feita por meio de um aplicativo, conectando marcas e consumidores em uma ferramenta exclusiva do evento.

“A tecnologia já estava prevista, no entanto, a adesão foi acelerada com a chegada da pandemia. A interface também poderá ser acessada pelo site do evento​”, ​explica Rafael Morais, diretor executivo. O evento tem como objetivo ampliar a participação das marcas brasileiras com práticas transparentes de responsabilidade, ou de perfil “slow fashion”, no disputado mercado de moda nacional e internacional.

Entre as marcas selecionadas este ano, a nordestina ​Catarina Mina​, fará sua estréia na passarela com uma coleção de roupas com renda de bilro, desenvolvida em um projeto com 120 artesãs do Ceará. A empresa sempre esteve presente no Mercado Eco do evento, com bolsas e acessórios feitos à mão.

Outros destaques serão a ​Natural Cotton Color​, marca paraibana referência na disseminação e uso criativo do algodão orgânico naturalmente colorido da Paraíba, a ​Nuz Demi Couture​, que traz peças com modelagens múltiplas, produzidas no Rio Grande do Sul, e a nortista ​W’e’ena Tikuna Arte Indígena​, que trará grafismos e o tecido vegetal de Tururi, típicos da cultura do povo Tikuna, local do alto Rio Solimões.

Da região Sudeste, o evento destaca o estilista e alfaiate ​Leandro Castro​, que irá trazer sua moda artística, ​produzida com tecidos de reuso na periferia de São Paulo, e a ​Libertées, ​de Belo Horizonte​, que iniciou como projeto social com capacitando mulheres detentas e estreia no BEFW.

Do Centro-Oeste, a marca brasiliense ​Flávia Amadeu vai apresentar sua produção de biojoias feitas em látex natural da Amazônia desenvolvido junto a comunidades seringueiras locais. Flávia desfila seus acessórios em parceria com a marca Comas SP, especialista em upcycling.

Entre as demais marcas selecionadas, há também empresas gerenciadas por cooperativas e/ou arranjos produtivos locais, como a ​Justa Trama de Porto Alegre, ou com foco em experimentações com materiais inovadores e tingimento natural, como a paulistana ​Manuí​.
As ​inscrições para o público já estão abertas no site, pelo link:
http://brasilecofashion.com.br/participe/

Serviço:
Brasil Eco Fashion Week – 4a edição Formato Online
18 a 22 de novembro

Canais do evento:Site: brasilecofashion.com.br
Instagram: @brasilecofashionweek
Linkedin: Brasil Eco Fashion Week


No último dia 25 foi comemorado o Dia da Roupa Usada nos EUA, e nós claro aproveitamos a oportunidade pra comemorar. Nós postamos em nosso Instagram – instagram.com/desavesso – as frases que a gente mais costuma dizer quando perguntam sobre a nossa roupa, adivinha? QUASE SEMPRE SÃO DE SEGUNDA MÃO.

SIM! Nós amamos OSTENTAR que AMAMOS usar roupas usadas. Você também é desse time? Então confere aí qual dessas frases você mais fala.

A mais clássica de todas

quadro branco com roupas no fundo imitam um brechó que mostra o dia da roupa usada nos estados unidos

Quem nunca? Nós todo dia!

Numa feira de trocas de Desavesso, talvez?

Minha mãe, vó, tia, prima, ou até o vô

Minhas amigas sempre arrasam nos desapegos

Se alguma dessas frases realmente tocou seu coração você vai gostar de outros conteúdos que fazemos sobre BRECHÓ e ROUPA USADA lá no youtube.com/desavesso. Nos vemos lá!

Aproveite o isolamento social para incluir novos hábitos em sua rotina

1- Deixe de lado os absorventes descartáveis

Com a correria da rotina, o receio de testar novos métodos acaba deixando as mulheres presas aos absorventes descartáveis durante o período menstrual. Por isso, a quarentena é um ótimo momento para conhecer outras opções, com a segurança de estar em casa.

2- Reduza a sua produção de lixo

E por falar em descartáveis, este também é um ótimo momento para reduzir os copos e outros utensílios desse tipo! No escritório, pode parecer mais fácil utilizá-los, mas imagine a quantidade de lixo que é produzida só com eles ao longo do mês. Agora, neste período em casa, tente criar o hábito de carregar com você uma garrafa de água ou caneca reutilizáveis. Mantenha este aprendizado e leve-o para a sua rotina quando acabar a quarentena.

3- Aproveite a luz do Sol!

Existe algo mais energizante do que abrir a janela ao acordar? A prática, além de benéfica para o bem-estar, principalmente em tempos de distanciamento social, também contribui por reduzir a necessidade de energia elétrica. Apagar as luzes, quando for possível, e aproveitar a luz solar é um ato de carinho com o planeta!

4- Crie a sua própria horta

Esta é uma ótima forma de aproveitar o tempo livre dentro de casa e ainda pensar no meio ambiente. Com sua própria horta, você evita sair de casa quando precisar de alguns temperinhos ou ervas e também tem a garantia de que consumirá tudo fresquinho e orgânico.

5- Feche a torneira

Pequenos detalhes fazem grandes diferenças! Fechar a torneira enquanto lava as mãos, escova os dentes, ensaboa o corpo no banho e lava a louça traz uma enorme diferença para o planeta.

6- Não jogue óleo na pia

Quando o óleo de cozinha é descartado no ralo da pia, ele vai para os esgotos e pode contaminar rios e mares. Por isso, é importante fazer o seu descarte correto! Após utilizá-lo, armazene-o em uma garrafa e entregue-o para ONGs ou empresas especializadas neste tipo de coleta seletiva.

7- Escolha shampoo e condicionador em barra

Já imaginou a quantidade de lixo que é produzida só pelo descarte de embalagens? Utilizar shampoo e condicionador em barras (além do sabonete), pode ser um ótima forma de reduzir este montante! Eles eliminam a necessidade dos frascos de plástico e ainda têm a vantagem de durarem muito mais.

8- Separar os recicláveis

Esta é uma prática já muito conhecida, mas importante de ser sempre ressaltada. A reciclagem reduz expressivamente o impacto do lixo sobre o meio ambiente, pois torna possível reaproveitar aquilo que é descartado e não sobrecarrega os aterros sanitários, para onde deve ir apenas os resíduos que não são possíveis reciclar.

9- Use a máquina de lavar em sua capacidade máxima

A máquina de lavar roupas é um dos eletrodomésticos que mais consome água. Por isso, para que o gasto não seja maior do que o necessário, espere para ligá-la apenas quando atingir a sua capacidade máxima.

10- Troque lâmpadas incandescentes por lâmpadas de LED

As lâmpadas de LED possuem grande capacidade de iluminação, o que faz com que elas consumam menos energia do que as de outros tipos. Além disso, por não terem filamentos metálicos, mercúrio ou substâncias tóxicas na composição, elas não emitem poluentes ao meio ambiente e ainda pode ser reciclada.

(Das Assessorias – Index para Pantys)

Nós resolvemos dividir o que aprendemos nesses anos comprando apenas em brechó, e de produtores locais, quase 5 anos, com as pessoas que ainda tem dificuldade nessa prática ou querem aprimorar. Nós amamos e achamos que é fundamental pra quem quer melhorar seus hábitos de consumo e tem três razões bem simples pra escolher fazer isso que vamos contar a seguir. Mas quem quiser participar tem que correr, as inscrições vão só até a próxima semana! É só clicar no link https://go.hotmart.com/U29967120K

Economia

Comprar de brechó é muito acessível porque a maioria das peças são mais em conta, por isso fazer esse tipo de consumo de roupas usadas ajuda as pessoas a serem menos endividadas, a acabar com os cartões com parcelas intermináveis das lojas de departamento, entende do que eu to falando?

Estilo

Quem já comprou em brechó sabe que as peças mais autênticas estão lá! Sem contar que as roupas são praticamente exclusivas, não vai ter várias pessoas com a mesma modelagem, tecido, ou estampa quando você sair por aí, na verdade vai ser muito difícil achar alguém com a mesma roupa que você. Por isso o estilo fica muito mais interessante e diferente dos outros.

Responsabilidade social e ambiental

Até inclusive essa semana postamos no nosso Instagram e no nosso perfil no Twitter a seguinte frase:

O menor impacto ambiental se dá por usar roupas que poderiam ser jogadas no lixo, já que são usadas, e social porque é uma maneira linda de evitar de comprar de grandes cadeias que não têm controle da sua produção e por isso podem ter trabalho escravo envovido.

Ficou interessado? Clica no link a seguir e se inscreva na mentoria aprenda a amar o brechó em 5 passos: https://go.hotmart.com/U29967120K

Claro que nem todo mundo vai poder mudar drasticamente mas algumas mudanças simples já fazem a diferença. Por isso antes de comprar repense: será que eu preciso memo dessa roupa? E se a resposta for sim, será que eu não posso achar em um brechó?

E se quiser aprender com a gente como fazer isso é só se inscrever na nossa mentoria online Aprenda a amar o brechó em 5 passos no link: https://go.hotmart.com/U29967120K

Você já ouviu falar de blockchain? É uma tecnologia que usada no mercado financeiro ou na indústria da moda garante a confiabilidade das informações. Mas o que isso tem a ver com a indústria da moda? E como poderia ajudar a acabar com o trabalho escravo?

Solução

O Blockchain é uma ferramenta que quando aplicada indústria da moda pode mostrar todo o processo produtivo por qual a peça de roupa passou. Por isso podemos saber quais foram os trabalhadores envolvidos no processo, quanto eles ganharam, podendo assim ter uma transparência de toda a cadeia.

Aplicação

Por ser um elemento tão importante para trazer mais justiça a indústria da moda fizemos um vídeo somente sobre ele com a ajuda do Instituto Alinha (alinha.me), que oferece a ferramenta para rastrear a produção de empresas brasileiras. No entanto apenas 7 aderiram. Ou seja, ainda há muito para se construir, mas o caminho já nos foi dado. Olha só:

O papel do consumidor

Como nós consumidores vamos exigir que as roupas que chegam até nós tenham processos justos e que pelo menos saibamos o que estamos adquirindo?

Sob o contexto da pandemia que está mudando o mundo, o movimento aborda, de 20 a 26 de abril, os temas consumo, composição das roupas, condições de trabalho e ações coletivas

Desde a tragédia do Rana Plaza, em 2013, o Fashion Revolution mobiliza a sociedade em prol de uma indústria da moda que respeite e valorize a natureza e a vida de todos que fazem parte da sua cadeia produtiva. Neste momento não é diferente. Em tempos de crise é necessário atentar principalmente para os mais vulneráveis, que na moda, é falar sobre quem ocupa as pontas: as pessoas que fazem nossas roupas. 

A crise decorrente da Covid-19 está prejudicando milhões de trabalhadores em todo o mundo. Em Bangladesh, o segundo maior produtor global de itens de vestuário, já foi calculado em quase 3 bilhões de dólares a quantidade de pedidos cancelados de acordo com a revista Forbes. A situação local é considerada apocalíptica, pois além de muitos estarem desempregados, a situação é nada favorável para um isolamento social, pois muitos dos trabalhadores vivem em moradias precárias, sem acesso à água limpa e produtos de higiene. No Brasil a realidade não é tão diferente. Pedidos cancelados, fábricas paralisadas e muitos trabalhadores impossibilitados de produzir, em uma realidade onde muitos dependem da produção diária para se alimentar. 

Seguindo a determinação do Ministério da Saúde Federal e do Governo do Estado local, para conter a disseminação do Covid-19, o Fashion Revolution não irá realizar nenhuma atividade presencial e incentiva que, neste momento, a garantia da segurança (de saúde e financeira) de todos os trabalhadores do setor, seja a prioridade, tanto para os empresários, quanto para o governo e sociedade civil. 

A campanha de 2020 da Semana Fashion Revolution aborda quatro temas: consumo, composição, condições de trabalho e ações coletivas. Esses temas, que aprofunda a narrativa do movimento, nunca se mostraram tão importantes quanto nesse momento de desafios que a pandemia está nos submetendo. Mais do que nunca precisamos questionar o modelo de consumo o qual a sociedade como um todo está imersa, e quais os impactos que a cultura da descartabilidade têm sobre trabalhadores e o meio ambiente. Mais do que nunca precisamos nos interessar sobre a composição das roupas, e o que isso representa 

na rotina de todos os trabalhadores que manuseiam químicos diariamente, impactando na sua saúde, e também na saúde do solo e das águas. 

As condições de trabalho precárias na Indústria da moda, que sempre foram questionadas pelo movimento, se mostram exacerbadas em momentos como esse. Com demissões em massa e reduções de salário acontecendo na indústria, é colocada ainda mais luz sobre a vulnerabilidade dos trabalhadores. A falta de transparência, que muitas vezes encoberta a falta de responsabilidade das empresas para com seus trabalhadores, cria condições perfeitas para que pessoas sejam negligenciadas em detrimento ao lucro. 

O Fashion Revolution acredita que a capacidade de empatia coletiva é fortalecida por nossa experiência global compartilhada. Precisamos usar do privilégio de ficar em casa nesse momento, que deveria ser um direito de todos, para amplificar nossas vozes. Agora, mais do que nunca, precisamos promover ações coletivas para que tenhamos ainda mais voz na luta por uma cadeia de moda mais justa. 

Durante a Semana Fashion Revolution, que acontecerá entre os dias 20 e 26 de abril, o Fashion Revolution convida à todos a questionar #QuemFezMinhasRoupas, e demandar que as marcas de moda protejam e dêem suporte para os trabalhadores de sua cadeia de produção, A programação, que acontece simultaneamente em mais de 100 países, será totalmente digital e irá promover o debate sobre como podemos revolucionar a história da moda rumo à um setor mais transparente, ético e limpo. 

Acompanhe a programação de atividades da em todo o país no hotsite Semana Fashion Revolution e siga nossas redes para ter mais informações. Faça parte da revolução. Seja Curioso. Descubra. Faça algo! Para saber mais: instagram.com/fash_rev_brasil #SemanaDigital #FashionRevolution #QuemFezMinhasRoupas #DoQueSãoFeitasMinhasRoupas

Para saber mais: instagram.com/fash_rev_brasil

#SemanaDigital #FashionRevolution #QuemFezMinhasRoupas #DoQueSãoFeitasMinhasRoupas

Antes do começar o texto, ponto 1: aqui é a Mafer (@maferteixeira) que tá falando, e ponto 2: eu to falando da Manu cantora tá? Porque a pessoa, participante do BBB, amei desde o começo. Tirando umas e outras questões que eu não concordo com ela, e que qualquer ser humano tem, até meus amigos mais próximos, poderíamos ser melhores amigas. Sem contar que ela usa vários roupas de brechó né, lindas e maravilhosas, temos vários pontos de afinidade em comum. #teammanu

Mas o papo aqui não é a participante do BBB, tô falando da Manu Gavassi CANTORA. 

Não porque eu ame pop, na vdd nem é um estilo de música que me agrada muito. Eu nunca me identifiquei com o som dela. Luto contra ele desde pequenininha. 

Mas, vem cá, vamos conversar. A menina tem uma carreira de 10 anos. Ok, as músicas dela nem têm letras que eu me identifique, mas vamos combinar que lá fora ninguém é tão diferente assim né? Na maioria das vezes a gente aceita o tema das gringas porque não consegue escutar o que elas falam. 

Manu é uma cantora brasileira, tem atitude, talento, determinação. Escreve bem, acredita nela mesma. Um exemplo de quem não desiste do que sonha. Trabalha com uma equipe foda, tem álbuns lindos.

Ela é uma das poucas mulheres que escolheu seguir o estilo de música de difícil aceitação no Brasil, onde tantas nadam, nadam e morrem na praia. 

E agora que ela tá internacional…

Por causa dessa dedicação, e é claro, por conta da visibilidade que o BBB gerou, a bicha tá alcançando uma proporção internacional: ficou entre os 4 artistas mais comentados numa lista da Billboard em abril! Na frente da Dua Lipa! Ela vai surtar quando souber. E hoje, 19/04, a própria Dua Lipa compartilhou o vídeo da Manu dançando “Don’t start now” com os outros brothers na última festa que teve no BBB. Quem gritou quando viu isso?  

https://twitter.com/DUALIPA/status/1251843658770415618

Eu acho que é um dever eu apoiar a música dela, afinal ainda que não seja meu estilo nem o tema preferido, são músicas bem produzidas, e pegam gente eu juro que pegam, eu nem queria cantar e de repente tava com “Eu… já nem sei mais… o que fazer. … “ na cabeça e já sabia a letra inteira. O pop faz assim. 

Pq a gente só ama gringa e homem?

No surto da minha desconstrução pra aprender a amar a Manu eu ainda me questionei se as letras dela não me pegam por ser girlie demais. E gente na boa, qual o problema de tratar de temas supostamente “femininos”? Só por isso não pode ser música boa? É por esses padrões de pensamentos e por outros que a gente segue endeusando machos escrotos na música, que do nada aparecem com um caso de abuso e a gente tem que ficar se questionando se vai parar de ouvir o cara que, por mais escroto que seja, tem uma música legal. 

Vamos endeusar as MULHERES!

Aqui. Vamos parar de lutar contra os nossos, AS NOSSAS, e deixar eles e elas brilharem? Manu, você é uma pessoa incrível, eu lutei a vida inteira pra não ouvir sua música mas agora eu parei com isso e escolhi ser sua fã, então vambora pro abraço e segue firme que o Grammy tá logo ali.

Hoje eu quero contar para vocês sobre a Ana Helena. Ana Helena é minha amiga. Sim, um senhora nos seus setenta e poucos (ou muitos anos) e minha amiga.

O estilo das senhoras me encanta

Ana participa do mesmo grupo e oração que eu, um dia, em um de nossos encontros, olhei pro pescoço dela e disse: “Ana, que colar mais lindo, com esse pingente cheio de pedrinhas coloridas maravilhoso. Eu amei!” 

Pois é, como uma boa amante de brechós costumo admirar as senhorinhas que passam do meu lado na rua e achar o estilo delas maravilhoso e inspirador. 

Ela riu e disse pra mim que na verdade ela tinha juntado todos os pingentes que tinha em casa no seu porta-joias e resolveu usar todos juntos de uma só vez. Ela disse: “Quer saber eu vou é usar todos eles de uma mesma vez, talvez não viva tantos dias que precise pra usar todos cada um em um dia diferente”. 

Eu fiquei em choque, porque há poucos meses atrás a Ana estava em uma cama, e tinha uma doença difícil de curar, ela nem sabia se ia estar aqui hoje. E ela levou essa lição a sério, e resolveu incluir nessa lição até seus “simples itens de moda” – contém muita ironia. 

Que tipo de pessoa deixa de usar as roupas que quer hoje pra usar amanhã? nós memos!

Voltei pra casa mexida. E me perguntei porque não vivo todos os dias e todas as roupas que tenho como se fosse a única oportunidade de usar. Eu vejo que eu postergo a chance de usar roupas chocantes que me mostram como eu realmente sou, só por vergonha de aparecer exatamente do jeito que quero ser. 

Moral da história

Que essa quarentena, que nos isola do mundo, e faz com que a gente deixe de usar infinitas roupas, nos ensine que vale mais a pena ser feliz diferente com o que  a gente quer vestir, e o personagem que queremos ser no dia, do que deixar para amanhã o que eu quero (o)usar.      

Eu ouvi uma vez que “a vida é muito curta pra não usar batom vermelho” e depois de mais de 20 dias dias trancada dentro de casa acredito que é mesmo, já to usando até pra ficar vendo tv.  

Estejamos prontos, a atentos, as roupas podem querer ser usadas quando a gente menos espera. Pode ser um salto cor de rosa, um batom vermelho ou mesmo todos os pingentes de colares do mundo de uma só vez.

Depois de tanto explorar, consumir, esgotar seus recursos naturais, invadir sua atmosfera com gases tóxicos, nos explorar uns aos outros como seres humanos aos poucos, agora o mundo pede um tempo. Pra gente olhar pra si mesmo.

Olhar para o mundo e ver o que realmente precisamos dele e o que pegamos exageradamente emprestado, sem prazo pra devolver. Em poucos dias de quarentena em diversos países o nível de poluição diminuiu consideravelmente.

Isso não quer dizer que viver em quarentena é a solução pra nossa vida, mas sim que antes de criticar tudo e falar que tá tudo ruim, vale cada um olhar pra si mesmo e pra sua comunidade e ver como o mundo poderia ser melhor para nós se a gente o tratasse melhor também.

Depois que isso tudo passar vamos voltar a ser como antes ou vamos aprender e reagir com hábitos melhores?
Fonte: Correio Braziliense