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Maria Fernanda

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Conheça mais desse evento, que nasceu para fortalecer a cultura de sustentabilidade na moda e dar visibilidade a quem faz diferente.

A 3º edição do Brasil Eco Fashion Week (BEFW) acontecerá nos dias 16, 17 e 18 de novembro, com previsão de receber cinco mil pessoas, vindas de todas as regiões do Brasil, no espaço da Unibes Cultural, em São Paulo. O evento é gratuito e aberto ao público, e tem como objetivo criar uma plataforma para impulsionar marcas, profissionais, pesquisadores e iniciativas de moda, comprometidas com as práticas de responsabilidade socioambientais e culturais.

Considerado o maior encontro de moda e sustentabilidade da América Latina, a próxima edição apresentará cerca de 70 palestras, talks e oficinas práticas, na programação de conteúdos dos espaços Conhecer, Fornecer e Amazônia.

DISCUSSÕES

Serão realizados debates sobre como a indústria da moda pode implementar melhores soluções ​​em toda a cadeia produtiva, abordando temas transversais como “Moda, identidade e floresta em pé”, a ser tratado em painel com a presença da ex-senadora Marina Silva, e “Cálculo de Emissões de Carbono para a Moda”, a ser oferecido pela agência Way Carbon.

Também serão debatidos temas como: plataformas para a colaboração e transparência na moda,  diversidade e descentralização nas equipes, Economia Afetiva, ativismo como ferramenta de transformação, técnicas de tingimento natural, o novo varejo para a moda consciente, novos modelos de negócios para a circularidade, reciclagem têxtil, desenvolvimento de produto no cenário de inovação 4.0, e Biodesign. Haverá ainda uma demonstração especial de teares tradicionais Huni Kuin, por duas mestras indígenas, vindas do Acre.

Ronaldo Silvestre Brasil Eco Fashion Week- SP,15/nov/2018- foto: Marcelo Soubhia/Fotosite

DESFILES

Serão realizados 18 desfiles, com a participação na passarela de cases como a marca paraibana Natural Cotton Color, a marca de upcycling Comas, Ahlma, de André Carvalhal, autor do livro “Moda com Propósito”; e novidades como a multimarcas consciente Bemglô, de Glória Pires e Betty Prado, a biblioteca de roupas, Roupateca, e talentos autorais como Helena Pontes e Eneas Neto.

O evento terá ainda espaços de venda no Mercado Eco e Espaço Amazônia, com mais de 60 marcas expositoras, indo desde a franco brasileira VERT, à porto-alegrense Brisa SlowFashion, e as mochilas com ilustrações indígenas autorais da Bossapack. Outras novidades serão o Espaço Beleza, que oferecerá cosméticos veganos, orgânicos e naturais, a exposição de agrofloresta têxtil, apresentada pela startup FARFARM, e a presença de uma curadora internacional de marcas, representante da Milão Fashion Week.

PATROCÍNIO E REALIZAÇÃO

O evento terá patrocínio master das Lojas Renner, que participará de talk sobre  pegada hídrica; apoio institucional do Sebrae Nacional, que integrará a programação como anfitrião do Espaço Circular; e Senai Paraíba, com espaço sobre a cadeia produtiva do algodão orgânico naturalmente colorido. E apoios de Ahlma, Ecosimple, Fundação Hermann Hering, Vert, Paulo Alvez, Natural Cotton Color e Castanhal, assim como parcerias institucionais de Abest, Abit, Abvtex, FGVces, Senac, Way Carbon e Dinâmica Ambiental. Conheça mais desse evento, que nasceu para fortalecer a cultura de sustentabilidade na moda e dar visibilidade a quem faz diferente!

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Serviço:

Brasil Eco Fashion Week

Datas: 16, 17 e 18 de novembro

Local: Unibes Cultural. Rua Oscar Freire, 2.500

São Paulo – SP. Ao lado da estação Sumaré do metrô, na Linha 2 – Verde

Evento gratuito e aberto ao público

Site: befw.com.br

Instagram: @brasilecofashionweek

Grupo paulistano, de grande trajetória internacional e que não faz um show há mais de cinco anos, engrossa o lineup do evento em novembro

Com apresentação de Heineken e rumo a sua sétima edição, a ser realizada no dia 15 de novembro em São Paulo com Patti Smith e The Raconteurs puxando sua escalação, o POPLOAD FESTIVAL traz agora um novo e inesperado anúncio. O festival vai promover, em seu palco principal, o incrível retorno à ativa da explosiva banda paulistana CANSEI DE SER SEXY. Ou CSS, como o grupo da cantora Lovefoxxx foi amplamente conhecido por cenas musicais no mundo inteiro, quando atuou desde 2003 e por mais de dez anos.

O quarteto de meninas, que mexeu forte com a música independente na década passada e parte desta, ajudando a pavimentar uma rota internacional para bandas indies brasileiras, não dá as caras ao vivo desde um show em Hong Kong, na China, em junho de 2014. Antes desse concerto derradeiro, fez cerca de 2000 apresentações em lugares tão díspares como Marrocos, Áustria, Tasmânia (Austrália) e na boate de entretenimento adulto Love Story, no centro de São Paulo. E tocou em praticamente todos os principais festivais do mundo, de Coachella e Glastonbury a Fuji Rock e Lollapalooza. Duas vezes em cada. E agora vai botar o Popload Festival nesse rico currículo.

Lovefoxxx, Ana Rezende, Luiza Sá e Carolina Parra, que já tiveram a companhia do multiinstrumentista e produtor Adriano Cintra e da baixista Iracema Trevisan em sua formação clássica, colecionam feitos notáveis para uma banda que nasceu “de farra”, tinha mais relação com a moda do que especificamente com a música e que parte de seus integrantes não sabia tocar nenhum instrumento.

Com menos de um ano de atividade, o Cansei de Ser Sexy (@csssuxxx) se apresentou no à época importantíssimo Tim Festival, foi uma das bandas que mais cedo souberam usar a Internet a seu favor, assinou contrato com a gravadora americana Sub Pop (que revelou o Nirvana) logo para o primeiro disco, teve música em comercial nacional da Apple nos EUA (veiculado no Superbowl!!!) e em trilha sonora do Fifa Soccer, um dos jogos eletrônicos mais vendidos no planeta. Entre várias outras façanhas.

A banda paulistana tem quatro álbuns lançados e alguns EPs do início, que hoje são verdadeiros artigos de colecionador. Os discos deles são “Cansei de Ser Sexy” (2005, versão brasileira) / “CSS” (versão americana, 2006), “Donkey” (2008), “La Liberacion” (2011) e “Planta” (2013).  Entre os principais hits do “Cansei”, como a banda também é conhecida, estão “Alala”, “Off the Hook”, “Meeting Paris Hilton”, “Let’s Make Love and Listen to Death from Above”, “Move” e “Hits Me Like a Rock” (que conta com a participação de Bobby Gillespie, do Primal Scream).

“A banda nunca acabou. Nunca anunciamos um fim. Só pausamos o babado”, diz Lovefoxxx. “Cada uma de nós foi viver um pouco sua vida, criar alguma raiz, porque passamos muitos anos viajando sem parar de tocar. As meninas moram hoje em Los Angeles, eu vivi um tempo nos EUA, voltei ao Brasil e agora estou construindo minha casa no litoral de Santa Catarina. Depois que paramos eu fui estudar construção sustentável natural. Hoje estou envolvida com agrofloresta. A ideia de voltar com a banda sempre existiu, mas foi ficando bem complicada por causa da vida de cada uma. Agora vai dar certo. Estamos muito felizes com o convite do Popload Festival”, completa a vocalista.

“A gente já estava pensando em uns shows comemorativos. Tocar no Brasil, fazer uma apresentação aqui na Califórnia. Estamos já trabalhando em algumas músicas novas, como gravar um projeto para o Japão, mas isso não significa um novo álbum. Precisamos ainda testar essa dinâmica criativa de vivermos nos EUA e a Lovefoxxx no Brasil.  Então não dá para sair em turnê sem disco novo. Só shows especiais mesmo. Foi aí que apareceu o Popload Festival. Oportunidade perfeita para o que queríamos”, afirma Ana Rezende, tecladista e guitarrista do Cansei.

Quando se apresentar no Popload Festival, em novembro, o Cansei de Ser Sexy vai estar fazendo seu primeiro show em São Paulo em quase nove anos.  O último show deles na cidade foi no extinto Clash Club, na Barra Funda, em abril de 2011.

Cansei de Ser Sexy completa o lineup desta sétima edição ao lado de Patti Smith, The Raconteurs, Hot Chip, Tove Lo, Boy Pablo, Khruangbin, Little Simz, Luedji Luna e do bloco Ilê Aiyê. O POPLOAD FESTIVAL acontece no feriado nacional do dia 15 de novembro, sexta-feira, no Memorial da América Latina, em São Paulo.

O evento é apresentado pela Heineken, tem apoio da Ray-Ban e da Tanqueray, patrocínio do energy drink TNT, a Deezer como player oficial e Sancta Maggiore como fornecedor oficial. Os ingressos podem ser adquiridos através do site www.ticketload.com.  

POPLOAD FESTIVAL 2019

PATTI SMITH
Uma das principais figuras femininas da história da música e com suas cinco décadas a serviço não só de canções, mas também da arte e da literatura, é difícil acreditar que PATTI SMITH nunca tenha se apresentado em São Paulo, seja em eventos musicais ou literários (ela veio ao Brasil em 2006, mas passou apenas por Curitiba e Rio de Janeiro). Considerada a precursora do punk, seu disco de estreia Horses, de 1975, com uma sonoridade crua e direta, foi essencial para o movimento que surgia em Nova York nos anos 70. Mais de 40 anos depois, sua presença continua marcante tanto em manifestações artísticas como políticas: as letras, os livros, poemas, seus posts em redes sociais e o já tradicional “spoken word” das apresentações ao vivo são sempre marcados pelo engajamento em causas humanitárias e ambientalistas. Seus shows são viscerais e transformadores. Através das músicas e dos discursos pontuais, ela convida os fãs a participarem ativamente de cada trecho da performance, conscientizando e emocionando. Patti Smith influenciou toda uma geração do rock, de Michael Stipe, do REM, a Courtney Barnett, passando por Karen O (Yeah Yeah Yeahs), The Smiths, Sonic Youth, U2 e Florence and The Machine, citando apenas alguns. Com onze discos no repertório, “Because the Night”, hit de 1978 escrito em parceria com Bruce Springsteen, continua sendo sua canção mais conhecida, ao lado de “People Have the Power” (do disco Dream of Life, de 1988). Outros sucessos incluem “Gloria”, “Free Money” e “Redondo Beach”.

THE RACONTEURS
Esta será a primeira apresentação do THE RACONTEURS no Brasil! Além do fenômeno Jack White, o supergrupo americano é formado por Brendan Benson, Jack Lawrence e Patrick Keeler, todos bem-sucedidos com suas respectivas bandas e projetos. Grupo que marcou época no indie no fim da década passada, o Raconteurs voltou à ativa depois de sete anos de hiato (e dez anos  após o lançamento do último disco). O primeiro single, “Steady, as She Goes”, lançado em 2006, foi indicado ao Grammy e ficou em segundo lugar na lista de melhor música do ano pela revista Rolling Stone. O hit levou o álbum de estreia Broken Boy Soldiers ao segundo lugar nas paradas do Reino Unido (e ao sétimo nas americanas), além de render à banda uma turnê de oito shows com Bob Dylan e mais uma indicação ao Grammy como Melhor Álbum de Rock. Após o lançamento do segundo disco (Consolers of the Lonely), tocaram em festivais como Glastonbury, Lollapalooza e Coachella. O álbum foi indicado a dois Grammy, levando o prêmio de Melhor Engenharia de Som. Em junho, presentearam os fãs o novo álbum Help Us Stranger, que ficou em primeiro lugar no Top 200 da Billboard.

HOT CHIP
A banda electroindie britânica HOT CHIP vem animando pistas há quase vinte anos. Formado em Londres no comecinho dos anos 00 pela dupla Alexis Taylor e Joe Goddard, o grupo se consolidou como representante tanto da cena eletrônica (com suas batidas inconfundíveis) como na cena indie (com suas letras reflexivas e, em alguns momentos, até melancólicas). A grande responsável pela onipresença do grupo em festas de todos os gêneros é “Over and Over”, do disco Warning (2006), uma das músicas mais tocadas até hoje. Ainda entram para a lista de hits-de-encher-pista: a deliciosa “Ready for the Floor”, lançada em 2008 e indicada ao Grammy, “Boy from School”, “Thieves in the Night” e “One Life Stand”, as duas últimas de 2010. Ao vivo, com uma banda de sete integrantes, as canções são desconstruídas, reinventadas e organicamente improvisadas, como numa grande mixagem ao vivo. Hot Chip volta ao Brasil com seis álbuns, inúmeros mixes e um novo disco na bagagem, lançado em junho deste ano.

TOVE LO
A cantora e compositora pop sueca TOVE LO toca no palco principal do festival! Difícil de rotular, Tove Lo ficou conhecida como a artista que “levou o grunge para o electro-pop”. E é assim mesmo que ela quer se destacar: livre para testar fórmulas, estilos, gêneros musicais e parcerias. Com seu “pop enigmático”, já concorreu ao Globo de Ouro e ao Grammy! Começou a lançar suas músicas independentemente até assinar um contrato com a Warner Music. Em 2013, assinou com a Universal Music e lançou seu disco de estreia, Queen of the Clouds (2014), com os hits mundiais “Talking Body”, “Moments” e “Habits (Stay High)”, que ficou em terceiro lugar no Top 100 da Billboard. Fez colaborações bem sucedidas com Charli XCX, Alma, Nick Jonas, Flume e Major Lazer. Também se destaca como compositora: é co-autora da música “Love Me Like You Do”, interpretada por Ellie Goulding na trilha do filme “Cinquenta Tons de Cinza”, e também do hit “Homemade Dynamite”, da Lorde. Seu quarto disco, Sunshine Kitty, será lançado em 20 de setembro.

LITTLE SIMZ
Em plena ascensão, a rapper londrina Simbi Ajikawo, conhecida por LITTLE SIMZ, traz ao festival sua mistura perfeita de neo-souljazzgrime e hip-hop. Apesar de seus 25 anos, está na estrada há nove e já recebeu elogios de Damon Albarn, Kendrick Lamar e Dizzee Rascal, saiu em turnê com Lauryn Hill e NAS e sua lista de colaborações e parcerias inclui de Gorillaz (na faixa “Garage Palace”, do disco Humanz) a Khalid, sendo a mais recente com Serge Pizzorno, guitarrista da banda Kasabian, que lançou “Favourites”, primeiro single de seu novo projeto solo, em parceria com Simz. Sempre à frente de seu tempo, ela criou um selo próprio para lançar seus EPs, discos e mixtapes, misturando a esses lançamentos diversos gêneros, um pouco de experimentalismo, muita poesia, performances e conceitos ousados: seu segundo álbum, Stillness in Wonderland (2016), veio acompanhado de um pacote que incluía um curta-metragem, uma história em quadrinhos, uma exposição e até um festival próprio. Little Simz vem ao Brasil acompanhada de sua banda e com o show da turnê de seu elogiado terceiro disco, o versátil Grey Area, que contém o hit “Selfish” e que foi indicado ao Mercury Prize 2019.

KHRUANGBIN
O trio instrumental KHRUANGBIN, do Texas, descreve seu estilo como chill-funk. O nome trava-língua significa “avião” em tailandês e tem a ver com a sonoridade da banda: uma homenagem aos álbuns psicodélicos de “funk tailandês” dos anos 60 e 70 que eles ouviram intensamente antes de gravarem o primeiro disco. O grupo é conhecido por misturar inúmeras influências de world music: soul music (do Oriente Médio) com batidas de hip-hop antigo, psicodelia e até pop espanhol, podendo ir do melancólico ao surf music. “Quase que uma trilha sonora de um filme do Tarantino”, como bem define a baixista Laura Lee. O guitarrista Mark Speer e o baterista Donald “DJ” Johnson completam a formação. Em seu programa de rádio na BBC 6 Music, Iggy Pop disse ser fã da banda! No ano passado, lançaram seu segundo disco, o elogiado Con Todo El Mundo.

BOY PABLO
Como todo representante do “bedroom-pop“, Nicolás Pablo Rivera Muñoz, de apenas 19 anos e ascendência chilena, compõe, grava e produz a maioria de suas músicas sozinho, tocando com a banda (formada por seus amigos da época do colégio) apenas em apresentações ao vivo. Fundou o projeto BOY PABLO em 2015 e ficou conhecido na cena independente com a música “Everytime”, de 2017, cujo vídeo conseguiu milhões de views e viralizou antes mesmo do lançamento do seu primeiro EP! O sucesso de “Losing You” veio na sequência e não demorou muito para receberem do site Pitchfork o título de “uma das bandas novas mais legais do planeta”. O grupo só começou a fazer shows (divertidíssimos, por sinal) fora da Noruega no ano passado, com uma estreia surpreendente: começaram com uma turnê esgotada nos Estados Unidos e marcaram presença em festivais de peso neste ano, como Coachella, Primavera Sound, Lollapalooza Chicago e Corona Capital. No final de 2018 lançaram Soy Pablo, seu segundo EP (sim, eles ainda não têm um álbum!), e em novembro se apresentam no Popload Festival como parte da ativação do TNT Energy Drink, após o encerramento do festival, para aqueles que passarem pelo stand da marca e retirarem o ingresso. O show acontece no Auditório da América Latina e é limitado à capacidade do espaço.

LUEDJI LUNA
A cantora e compositora baiana LUEDJI LUNA tem uma das vozes mais marcantes desta nova geração de artistas incríveis da cena musical nacional. Com sonoridade única, é suave, potente e doce ao mesmo tempo. Residindo em São Paulo há quatro anos, tem participado de projetos audiovisuais (como o Sofar Sound) e se apresentado em várias casas de shows tradicionais da cidade! A “africanidade pop” de seu disco de estreia tem influências do jazz, da MPB, do blues e de ritmos afro-brasileiros. Esta diversidade é um reflexo de seus instrumentistas: um cubano (Aniel Someillan, no baixo), um sueco (Sebastian Notini nos arranjos), um soteropolitano (Rudson Daniel,  na percussão), um filho de congolês (François Muleka, no violão) e Kato Change (na guitarra), do Kênia. A música “Um Corpo No Mundo”, seu hit, viralizou nas redes sociais antes mesmo do lançamento do álbum homônimo, em 2017.

ILÊ AIYÊ
ILÊ AIYÊ é o mais antigo bloco afro do Carnaval de Salvador e o mais belo (“dos belos”) do país. É impossível não se deixar levar pelos batuques do Ilê! Na ativa desde 1974 e com mais de 3000 associados, é considerado um patrimônio da cultura baiana. O bloco abre esta edição do festival.

SOBRE A POPLOAD
Popload é uma plataforma de música e cultura pop que apresenta conteúdo diário, shows muito esperados pelo público e um festival anual que reúne o melhor da cena independente internacional e local. Em 2019, a marca completa 13 anos de atuação e segue impactando milhões de fãs de música por todo o Brasil através de diferentes frentes de trabalho:

Popload
O universo digital da plataforma combina conteúdo diário em diferentes formatos puxados pelo  Popload News, site editado e capitaneado pelo jornalista Lúcio Ribeiro, DJ, colaborador da Folha de São Paulo e um dos sócios-fundadores da casa de shows Cine Joia e Z. Inovador e relevante desde sua estreia, ainda no papel, a Popload deu espaço a inúmeros artistas independentes que não chegavam ao alcance da grande mídia, como The Strokes e Arctic Monkeys. Além do site e das redes sociais, o conteúdo ainda se desdobra em Popload Radio, uma rádio 24 horas com programação própria, uma newsletter mensal, o  Popload TV e projetos especiais consumidos por mais de 500.000 pessoas/mês.

Popload Gig
Criado em 2009, o selo de shows já se tornou referência no Brasil da “nova música”, tanto internacional como brasileira, abrindo as portas para grupos iniciantes da cena rock e eletrônica. Com mais de 50 edições realizadas em São Paulo e outras capitais, é a série de shows mais consistente em atividade no país, responsável pela vinda de nomes como Nick Cave & The Bad Seeds, LCD Soundsystem, Tame Impala, Sigur Rós, Mogwai, Feist, The Rapture, The Kills, Metronomy, Devendra Banhart, Air, Primal Scream e muitos outros. Em 2018, o selo também trouxe ao país o grupo Franz Ferdinand para uma mini-turnê interestadual. Em 2019, o Popload Gig promoveu, pela segunda vez no Brasil, a apresentação da guitarrista australiana Courtney Barnett e em junho, celebra seus dez anos de atividade com show da cultuada banda escocesa The Jesus and Mary Chain! Saiba mais em poploadgig.com.

Popload Festival
Evento anual com reconhecida curadoria artística, teve sua primeira edição realizada em 2013 com o cultuado trio inglês The XX. É um festival urbano, trend setter, inovador e uma dos mais consistentes do país. Em 2015, em uma edição que trouxe do ícone Iggy Pop ao indie Belle & Sebastian, passando pelo fenômeno brasileiro Emicida, foi eleito pelo júri especializado da Folha de São Paulo o “Melhor Festival de 2015”. Em seis edições consecutivas, já trouxe ao Brasil mais de 60 bandas de nove países diferentes e de diversos estilos musicais, acumulando um público de 45 mil pessoas. Wilco, PJ Harvey, The Libertines, Phoenix, Metronomy, Cat Power, Ratatat e Daughter foram algumas das atrações do evento. Em 2018, Lorde, Blondie e MGMT puxaram a maior edição da história do festival, levando 13 mil pessoas ao Memorial da América Latina. Saiba mais em poploadfestival.com.

Popload Social
Iniciativa inédita, o Popload Social é uma plataforma de ações especiais de cidadania, sustentabilidade e acessibilidade relacionadas aos eventos e conteúdos produzidos pela Popload. Através dela, milhares de fãs puderam assistir a shows gratuitamente em troca de suas participações como voluntários em ONGs parceiras. A cada evento, vagas são disponibilizadas para os interessados em ajudar projetos sociais e assistir a um grande show na faixa. O projeto também oferece shows gratuitos em espaços públicos da cidade, como o Metrô de SP, alcançando milhares de pessoas com entretenimento acessível e de qualidade. Em 2017, o Popload Social realizou um show solo e gratuito da cultuada cantora inglesa PJ Harvey para mais de mil voluntários.

POPLOAD FESTIVAL 2019
Apresentado por: Heineken
Realização: TIME FOR FUN

MEMORIAL DA AMÉRICA LATINA
Data: Sexta-feira, 15 de novembro de 2019
Abertura das portas: 10h
Início dos shows: 11h
Local: Memorial da América Latina (Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 – Barra Funda, São Paulo – SP – CEP: 01156-001).
Capacidade: 15.000 pessoas
Ingressos: A partir de R$ 290 (ver tabela completa)
Classificação etária: a partir de 16 anos desacompanhados. Entre 14 e 16 anos somente acompanhados de um responsável legal. Proibida a entrada de menores de 14 anos. Este evento requer autorizações específicas, acompanhe a atualização da expedição de alvarás através do site oficial.

INGRESSOS:

SETOR ½ ENTRADA INTEIRA
PISTA 1º LOTE R$ 190,00 R$ 380,00
PISTA 2º LOTE R$ 240,00 R$ 480,00
PISTA 3º LOTE R$ 290,00 R$ 580,00
PISTA 4º LOTE R$ 350,00 R$ 700,00
PISTA PREMIUM R$ 400,00 R$ 800,00

Serviços Extras:
Early Entrance (entrada antecipada): R$ 120,00

 Parcelamento em até 3x nos cartões de crédito (consultar bandeiras) e exclusivamente para compra de ingressos. O serviço de early entrance não aceita parcelamento.

Meia-entrada: obrigatória a apresentação do documento previsto em lei que comprove a condição de beneficiário no ato da compra e entrada do evento (para compras na bilheteria oficial e pontos de venda físicos) / na entrada do evento (para compras via internet). Para mais informações acesse: www.ticketload.com/meia-entrada

VENDAS:

BILHETERIA OFICIAL – SEM TAXA DE CONVENIÊNCIA
Credicard Hall – Av. das Nações Unidas, 17.955 – Santo Amaro – São Paulo (SP).
Segunda-feira – FECHADA
Terça-feira a Sábado: das 12h às 20h
Domingo e feriados: das 13h às 20h

LOCAIS DE VENDA – COM TAXA DE CONVENIÊNCIA
Pela Internet: www.ticketload.com
Entrega em domicílio – taxas de conveniência e de entrega.

 Nós fomos convidadas pelo Brechó Dos Flamingos para fazer uma experiência de compra no e-commerce do brechó e vamos mostrar o passo a passo aqui. Nós recebemos um vale-presente de R$ 100,00 pelo correio. Esse item é vendido no site deles e você pode enviar para alguém que gosta em qualquer lugar do Brasil. Ele pode ser um cartão impresso que chega pelo correio ou também virtual.

  1. O SITE

O nosso primeiro passo foi abrir o site do brechó https://bydosflamingos.com.br/brecho-online/ e selecionar as peças que mais gostamos. Para isso fomos direto na aba de “mulheres” e entramos nas categorias que a gente queria, ex: tops, blusas e camisetas. Foi difícil escolher porque são muitas opções lindas mas enfim escolhemos as peças que mais gostamos e que tem a ver com o nosso estilo. 

  1. A ESCOLHA

Para escolher, selecionamos as peças que gostávamos mais e também checamos se o tamanho era o nosso. Na descrição de cada peça tem as características do tamanho, de onde veio a peça, o material te que é feita. É importante saber as suas medidas na hora de comprar para ver se batem com as medidas da descrição.

  1. TABELA DE MEDIDAS

Para facilitar a identificação do tamanho, no site há um guia de tamanhos medidas bem completo para você checar se a peça caberá em você, afinal de contas, ninguém gosta de comprar algo e ver que não serve depois de chegar em casa.

 

  1. COMPRA

Depois, clicamos em comprar e a peça vai direto para o carrinho. Lá na tela final aparece um resumo das peças que escolhemos com fotos.

  1. CÓDIGO DE DESCONTO

Na hora de finalizar a compra, inserimos o cupom do vale-presente que recebemos no espaço “aplicar cupom” e o valor do vale foi aplicado na hora.

 

  1. AS PEÇAS

Depois de alguns dias, as peças chegaram pelo correio, a embalagem reutilizada, bem sustentável, com nossas peças embaladas com muito capricho. E gente, elas vieram passadas, dobradinhas e muito cheirosas!

Confira alguns looks que fizemos com as peças lindas do Dos Flamingos. Aproveite também e conheça outras peças disponíveis no site do brechó www.bydosflamingos.com.br/brecho-online/ e no instagram @bydosflamingos. Nós adoramos a experiência, é muito simples e prático.

 


 

Hoje o recurso mais escasso e precioso que existe para a nossa sobrevivência é a água. O mundo carece de recursos hídricos que antes eram abundantes, as cidades grandes como São Paulo passam cada vez mais por uma escassez que provoca grandes mudanças nos hábitos urbanos. Mas você já parou pra pensar que o que você compra também impacta no consumo excessivo ou na preservação da água? Uma maneira de diminuir o impacto ambiental no consumo de água relacionado a moda é economizando na lavagem de roupas, ou ainda utilizando a água que seria descartada para outras atividades domésticas, como lavar o quintal por exemplo.

Uma pesquisa desenvolvida pela Vicunha e a o Portal Ecoera identificou os números do consumo de água na produção de uma calça jeans. O projeto Pegada Hídrica verificou ainda que a maior porção de água impactada com a produção da calça não está exatamente no consumo mas sim está nos efluentes gerados em cada etapa do processo. Quer dizer que quando produzimos uma calça a natureza terá que usar uma certa quantidade de água para diluir o que foi recebido de rejeito da industria têxtil. E isso provoca um enorme alerta para que nós consumidores estejamos atentos às marcas que consumimos e exijamos o tratamento dos efluentes gerados pela indústria.

São números muito interessantes mas que por si só não bastam, cabe a nós a partir de agora cobrar por melhorias pois queremos continuar vestindo calças que nos deixem lindas e em paz com a mãe natureza.   

Por uma moda que conserva e restaura o meio ambiente e escuta
as pessoas, especialmente as mulheres.
Durante os últimos 5 anos, a Semana Fashion Revolution se concentrou em destacar os trabalhadores da cadeia de fornecimento da moda. Vimos centenas de milhares de pessoas usarem a hashtag #QuemFezMinhasRoupas ao redor do mundo para pedir maior transparência da indústria. Milhares de marcas compartilharam detalhes sobre as instalações e pessoas que fazem suas roupas. Milhares de trabalhadores, artesãos, fazendeiros e produtores contaram suas histórias usando a hashtag #EuFizSuasRoupas.

Entretanto, o desrespeito aos direitos humanos, a desigualdade de gênero, a degradação ambiental e o consumismo desenfreado continuam sendo frequentes na indústria global da moda.
Pesquisas apontam que as peças de vestuário estão entre os itens com maior risco de serem produzidos por meio da escravidão moderna.O abuso sexual, a discriminação e a violência de gênero contra mulheres são endêmicos na indústria global de vestuário, onde as mulheres representam em média 80% da força de trabalho. O Global Slavery Index encontrou 40,3 milhões de pessoas em situação de escravidão moderna em 2016, das quais 71% são mulheres.
A produção global de têxteis emite 1,2 bilhão de toneladas de gases de efeito estufa anualmente, mais do que os vôos internacionais e os transportes marítimos juntos. Enquanto isso, todos os anos, mais de 150 milhões de árvores são derrubadas para a fabricação de viscose, geralmente de florestas antigas e ameaçadas. Produzimos 53 milhões de toneladas de fibras para a
fabricação de roupas e têxteis por ano, para jogar fora ou queimar 73% dessas fibras.
Uma mudança sistêmica é mais urgente do que nunca se quisermos combater as mudanças climáticas e criar um futuro mais igualitário para todos. Durante a Semana Fashion Revolution 2019, a campanha trabalhará sobre três pilares:
Mudança cultural
Sempre que compramos, usamos ou descartamos roupas, geramos uma pegada ambiental e um impacto nas pessoas que as produzem – em sua maioria, mulheres.
Nós incentivamos as pessoas a reconhecerem seus próprios impactos ambientais e a agirem para mudar a cultura da moda. Queremos que todos valorizem a qualidade, ao invés da quantidade, e a dignidade no trabalho.
“Queremos lembrar que a moda revolucionária é aquela que faz bem para todos: para a Terra, para quem fez e para quem usa. Lembrar que moda, representatividade e liberdade devem estar na mesma página”, diz Fernanda Simon, Diretora Executiva do Fashion Revolution Brasil.
Mudança na indústria
Não podemos nos dar ao luxo de viver em um mundo onde nossas roupas destroem o meio ambiente, prejudicam ou exploram as pessoas e reforçam as desigualdades de gênero. Em outras palavras, este não é um modelo de negócios sustentável.
A indústria da moda deve medir o sucesso além das vendas e lucros. Precisamos de uma indústria que valorize igualmente o crescimento financeiro, o bem-estar humano e a sustentabilidade ambiental.
Nós exigimos uma indústria de moda transparente e que se responsabilize pelas suas práticas e impactos sociais e ambientais.
Mudança política
Nós queremos ver a transparência e a responsabilidade social e
ambiental da indústria global da moda dentro da agenda governamental de todos os países.
Com os regulamentos e incentivos corretos em vigor e devidamente implementados, o governo pode incentivar uma “corrida pelo primeiro lugar”, onde cidadãos e empresas sejam solicitados, incentivados e apoiados a adotar mentalidades e práticas mais responsáveis e sustentáveis.
Melhorar a forma como as roupas são produzidas, compradas, cuidadas e descartadas é responsabilidade de todos e os governos devem fazer mais para garantir que o futuro da moda seja responsável, sustentável e regenerativo por princípio.
Como participar:
Pergunte às marcas da seguinte maneira:
1- Tire uma foto vestindo uma peça de roupa ou acessório
2- Poste e tagueie a marca
3- Pergunte quem fez usando as hashtags:
#QuemFezMinhasRoupas
#FashionRevolution
As marcas respondem quem fez, mostrando as pessoas por trás
de suas produções, usando as hashtags:
#EuFizSuasRoupas
#FashionRevolution
Não esqueça de divulgar e sempre marcar @fash_rev_brasil

Você sabia que o conteúdo dos glitteres são microplásticos que nada mais são do que plásticos moídos? Por ser uma partícula muito pequena o controle da reciclagem desse material é quase impossível. 

Lavar o glitter na pia do banheiro joga ele diretamente para o oceano, jogar glitter no corpo no meio da rua e deixar cair no chão leva os glitteres para esgotos e consequentemente para os oceanos. Ou seja, todo lugar que a gente usa e sai do potinho foge do nosso controle, e por isso o fim desse material são sempre mares.  

Com foco na resolução desse problema nós e outras marcas preocupadas com o meio ambiente desenvolvemos os potinhos de glitter biodegradável. Nós temos nas cores cobre, amarelo e graffiti podem ser comprados on line no site https://www.elo7.com.br/lojadesavesso. São compostos por pigmento cosmético mineral e vegetal e gelatina incolor. Depois de usar é só lavar na pia e retirar todo o conteúdo que será tranquilamente decomposto na água em algum tempo.

A cidade de São Paulo deve ser a mais nova capital a adotar uma lei que proíbe o uso e fornecimento dos canudos de plástico em hotéis, restaurantes, bares, padarias e demais estabelecimentos comerciais. A multa para quem descumprir a lei vai ser de 8 mil reais.  

O projeto está em fase final de redação e aprovação pela Câmara Municipal, e logo depois segue para sanção do Prefeito Bruno Covas, que já demonstrou interesse em aprovar o projeto.  

O motivo da lei grande parte da população já conhece, é que o canudo compõe 4% do lixo plástico dos oceanos. Além disso, por ser um componente de petróleo, pode demorar mais de 1000 anos para se decompor. Ele também entra no time dos outros resíduos plásticos que até 2050 devem existir em maior número nos oceanos do que os peixes.  

As cidades litorâneas de Fortaleza, Salvador, Rio de Janeiro, Camboriú, Ilhabela,  Santos e a ilha de Fernando do Noronha já proibiram o uso do canudo. 

Assim que o poder executivo de São Paulo aprovar o projeto de lei a cidade vai entrar para o rol dos governos preocupados com o combate com o descarte de materiais de difícil decomposição. Resta à população adotar novos hábitos e à iniciativa privada rever seus conceitos de uso e descarte para oferecer soluções que incluam a compostos biodegradáveis em suas metas principais de inovação. 

Quem tiver interessado em combater o descarte de canudos de plástico pode comprar os canudos sustentáveis do Desavesso feitos de aço inox, que podem ser reutilizados diversas vezes, disponíveis na nossa loja on-line: www.elo7.com.br/lojadesavesso.

O carnaval surgiu como uma celebração do homem por sua colheita adquirida, muita festa e celebração em comunhão com a natureza em gratidão aos bens fornecidos por ela. Porém nos dias atuais o que vemos é uma grande massificação do consumo de insumos descartáveis e a festa acaba se tornando um grande gerador de lixo, que na hora da folia é usada em meio a muita alegria, mas depois vira um monte de entulho. Fantasias de plástico, plumas, pedaços de metal e às vezes vidros e espelhos que tem uma baixíssima durabilidade e uma decomposição longa, com décadas a perder de vista. Escute seu coração e a natureza e leia esse texto para entender os motivos que fazem o único carnaval possível ser aquele que nós fazemos as pazes com a mãe terra e a respeitamos. Descubra quais pequenos hábitos podem ser transformados para tornar a folia menos poluente.  

Plástico, plumas e partículas de vidros, e outros descartáveis que podemos evitar para não sermos os vilões da folia

Um dos maiores vilões do carnaval é o glitter e a purpurina. Os conteúdos dos glitteres são microplásticos, que nada mais são do que plásticos moídos. Outro componente encontrado muitas vezes fundido na mesma partícula é o metal, ou plástico metalizado, o que dificulta ainda mais a decomposição já que são dois insumos diferentes grudados.

O problema de utilizar microplástico pra brilhar no carnaval é que o controle do descarte desse material é quase impossível. Lavar o glitter na pia do banheiro joga ele diretamente para o oceano, jogar glitter no corpo no meio da rua e deixar um rastro de purpurina no chão leva os glitteres para esgotos e consequentemente para os oceanos. Ou seja, todo lugar que a gente usa e sai do potinho foge do nosso controle, e por isso o fim sempre são os mares.  

Para solucionar esse problema de quem quer brilhar sem poluir foi criado o glitter biodegradável. Muitas marcas se especializaram em produzir esse item e estão vendendo principalmente online, e como o Desavesso é um defensor de uma sustentabilidade prática e funcional também aderiu à moda. Os glitteres biodegradáveis nas cores coral, dourado e graffiti podem ser comprados on line no site https://www.elo7.com.br/lojadesavesso. Eles são compostos por pigmento cosmético mineral e vegetal e gelatina incolor. Depois de usar é só lavar na pia e retirar todo o conteúdo que será tranquilamente decomposto na água em algum tempo.  

Outro ponto em que o folião pode contribuir para a diminuição do descarte na época do carnaval é na hora de investir em fantasias. Assim como as roupas tudo que for usado mais vezes é mais sustentável, portanto tente identificar no seu guarda-roupa ou de outras pessoas próximas se por acaso não tem alguma fantasia que você possa reformular para usar de novo. Há ainda a possibilidade de emprestar de algum amigo, ou até quem sabe usar alguma roupa como fantasia incrementando a maquiagem e os acessórios, é uma maneira de cuidar do meio ambiente e também de economizar. Nunca é demais reforçar que não é tudo que você vê que você precisa comprar só porque alguém famoso está usando ou porque parece que vai ficar maravilhoso e todo mundo vai estar usando o item mais babado desse carnaval.

As festas de carnaval também costumam ter muitos itens jogados que aumentam o clima de folia. Mas gente, tem mesmo que jogar um monte de papel no ar pra virar festa? O que vale usar serpentina e confete que depois vai ser tudo varrido para o lixo numa grande bola de papel? Não tem graça. Essa é uma moda que existe há décadas e que está muito ultrapassada. Hoje ainda há algumas opções biodegradáveis pra substituir o confete fazendo em casa mesmo, com um furador de círculo recorte várias folhas de árvore e transforme em um confete 100% natural.

Ninguém precisa sujar o mundo para brilhar, mas já que é quase impossível evitar o plástico para fantasias e acessórios ao menos busque dar preferência para as peças sem partículas pequenas e que mesmo que sejam descartadas podem ser recicladas, e sempre que for possível use itens que não possuem plástico na composição. Lembre-se de descartar todos os itens que não podem mais usados por estarem danificados no local correto e não jogue simplesmente na rua quando parar de te servir, e se ainda tiver durabilidade passe para frente, doe para algum amigo ou outra pessoa que possa usar.  

Claro que para adotar todos esses hábitos vamos ter que sair da nossa zona de conforto e fazer algumas coisas que talvez deem um pouco mais de trabalho do que só entrar numa loja e comprar uma roupa, acessório ou fantasia e sair. Mas olhando isso ao longo dos anos vai ser um ganho muito importante para o planeta e em pouco tempo é possível sentir esse benefício nas economias. São pequenas mudanças que aprimoram nossa vida e convivência. O nosso planeta é só um, não tem um plano B então a hora da gente cuidar dele é agora mesmo mesmo em meio a folia.

Hoje, 28/01, é o dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, e nós do Desavesso viemos lembrar porque  é importante prestar atenção antes de comprar alguma peça de roupa, e o que você pode fazer para não contribuir com esse tipo de triste realidade que ainda hoje acontece.   

Com a terceirização e quarteirização do serviço de costura de grandes magazines para oficinas menores, nem sempre há o monitoramento das situações em que as roupas são produzidas e as condições que os trabalhadores são submetidos. Não por acaso diversas marcas aqui no Brasil e fora já tiveram oficinas descobertas onde os trabalhadores viviam em condições degradantes e em alguns casos recebiam pela produção de uma peça um pagamento 139 vezes menor do que o valor que o produto seria vendido.

Nunca é demais buscar informação sobre as marcas e grifes que você consome, dar um Google no nome da marca, procurar os relatórios nos sites, e também no site do Ministério Público e verificar se há alguma denúncia ou investigação contra ela, isso é   fundamental pra quem quer fazer um consumo consciente. E se o nome da sua marca favorita  estiver envolvido em alguma investigação é hora de repensar sobre ela.

Algumas ferramentas podem ser usadas na seleção de marcas confiáveis. O aplicativo Moda Livre, criado pela ONG Repórter Brasil, mostra o grau de responsabilidade de 131 marcas nacionais e importadas, e está disponível para iOS e Android. Outro documento importante é o Índice de Transparência do Fashion Revolution Brasil, que reúne informações sobre 20 marcas brasileiras, disponível nesse link: http://bit.ly/baixeoindicebr.     

No ano passado nós do Desavesso fomos convidadas para participar de uma ação do Ministério Público do Trabalho , o somoslivres.org, de combate ao trabalho escravo na indústria da moda. Conhecemos mais sobre o tema e ficamos super felizes de ver que muitas pessoas e entidades estão envolvidas nessa causa, porém percebemos que ainda há muito o que fazer especialmente nós consumidores. Fizemos um vídeo falando sobre esse tema com dicas especiais, e você pode ver a seguir: https://youtu.be/eqSzr_Y7E74


Para se tornar um aliado na luta contra o trabalho escravo no mundo da moda acesse
www.youtube.com/desavesso e torne-se um consumidor mais consciente você também!

Recentemente o jornal britânico The Guardian noticiou que as camisetas produzidas pelo grupo musical Spice Girls com o objetivo de arrecadar fundos para uma instituição que promove a igualdade dos gêneros e o empoderamento feminino estava sendo produzida em uma fábrica em Bangladesh onde as mulheres eram forçadas a trabalhar por mais de 16 horas por dia e ainda sofriam diversos abusos pelos chefes e coordenadores.   

O que impressiona é que esse é apenas mais um fato em que o empoderamento é vendido como algo super cool sendo que os envolvidos em promover essa venda não estão comprometidos com seus deveres e responsabilidades com os trabalhadores da fábrica que produz as roupas.

Quem nunca se apaixonou por uma camiseta escrita “GRL POWER” com uma florzinha do lado, mas não investigou nem como a peça foi produzida e principalmente se a empresa tem uma política de equiparação salarial para as trabalhadoras, ao menos? Muitas dessas informações podem ser encontradas nos sites e relatórios das empresas.

É muito bonito vestir a camiseta de uma causa, mas mais bonito ainda é trabalhar para que os direitos sejam efetivos. Busque informação das marcas que você consome, agora as Spice Girls terão que fazer isso.  

A seguir tem um vídeo em que mostramos uma pesquisa do Fashion Revolution Brasil que traz informações muito importantes sobre as marcas brasileiras. Assista e confira como investigar se as marcas que você consome são responsáveis.